Sexta-Feira, 10 de Setembro de 2010
ANDRADE E BRAZ DEMITIDOS
24/04
Fala-se em Zico ou Leonardo para substituir o vice de futebol.
E o novo treinador... claro, Joel Santana é o favorito. Joel teria dito que não pretende deixar o Botafogo. Mas sabe lá... A chance de disputar o título da Libertadores não é nada desprezível.
A ideia é profissionalizar o futebol rubro-negro – então, a notícia é ótima.
O problema é que as estruturas da maioria dos clubes não permitem uma gestão realmente profissional.
Só me pergunto o que mudou tanto, em menos de quatro meses. No início de dezembro, Andrade era o melhor treinador do mundo, o elenco não devia a nenhum do resto do país e o time jogava uma bola redondinha.
Onde e quando desandou?
Andrade é ótimo, mas ainda precisa aprimorar, entre outras coisas, a maneira de se impor.
O vice-presidente Marcos Braz mostrou-se pouco habilidoso em várias situações, mas não pode e não é o único culpado.
E Joel Santana, como já disse aqui, não é a solução mágica e automática para todos os problemas.
E, olha, é preocupante: Vasco e Fluminense estão no segundo treinador na temporada. O Botafogo pode ir para o terceiro, caso Joel saia e seja o segundo técnico do Flamengo em dois mil e dez.
E abril nem chegou ao fim.
FLU 3 X 2 LUSA
23/04
Mais uma vez, o Fluminense jogou apenas o primeiro tempo.
Não chegou a ser um sufoco, pois o tricolor ganhara em São Paulo por um a zero.
Mas é estranha essa síndrome do Fluminense. Como já aconteceu em outros jogos importantes, o time morreu no segundo tempo – foi assim na semifinal da Taça Rio contra o Botafogo.
A diferença é que, daquela vez, Fred não fez três a zero. Foi essa gordura - e mais o gol   e a vitória em São Paulo – que permitiu atravessar um segundo tempo difícil.
Tão difícil que, apesar da vitória e da classificação, a equipe saiu de campo vaiada.
Sorte do Fluminense que o jogo era com a Portuguesa. Que até fez dois gols, mas não teve qualidade, nem fôlego para fazer os outros dois de que precisava.
É emocional? É preparo físico? Time o Fluminense tem. E dos bons. Prova disso foi a primeira meia hora do jogo de ontem.
Mas é bom identificar o problema e rápido. Semana que vem começam as quartas-de-final e contra o Grêmio, que tem fama justificada de time copeiro.
Ê, FLAMENGO...
22/04
Uma das frases de que mais gosto é: o exemplo vem de cima.
O vice de futebol do flamengo não tem mostrado habilidade para resolver as crises por que passa o time.
É muito provável que por ter patente mais alta, é um vice-presidente, vá falar mais alto o crachá dele. Petkovic vai acabar indo embora. Andrade também. Com o ambiente do jeito que está, é difícil a permanência de ambos. Daí, na minha opinião, perde o Flamengo.
Fazer como fez o Fluminense será um erro grave.
Achar um culpado, oferecê-lo em sacrifício, não vai resolver os problemas. Seja esse culpado Pet, Andrade ou ambos.
A defesa não passará a jogar melhor; o meio campo não ficará mais combativo, nem criará mais; Adriano não voltará ao melhor de sua forma; Vinícius Pacheco não se tornará o novo Domingos da Guia; Kleberson não encontrará o futebol perdido; os problemas disciplinares e de relacionamento não serão sanados.
Enfim, não será a solução mágica para todos os problemas.
Sobre as contas que o Flamengo tem que fazer hoje é torcer. É difícil, mas está longe de ser impossível que os resultados aconteçam e o Flamengo se classifique para as oitavas da Libertadores.
E SE...
20/04
...o Flamengo não se classificar amanhã para as oitava-de-final? Perde o emprego?
Deixe aqui a sua opinião.
Ê. FLUMINENSE...
20/04
Não há nada que justifique a decisão da diretoria tricolor. A não ser que houvesse um enorme problema de relacionamento entre Cuca e os jogadores. Mas até onde se sabe, era justamente o contrário.
Em quarenta e seis jogos, perdeu apenas seis. Obteve sessenta e nove por cento dos pontos disputados.
Muito além dos números, que nem sempre explicam o futebol: Cuca foi o responsável pela grande arrancada que culminou com a salvação do time, tido como rebaixado, de forma irremediável, já no meio do brasileirão.
Comandou ótima campanha na Sulamericana - o Fluminense apenas perdeu a decisão para a altitude de Quito e não para a L-D-U.
Ok, isso tudo é passado, futebol é resultado e momento.
E qual é o momento do Fluminense? De bons resultados na Copa do Brasil. No Carioca, foi eliminado nas semifinais dos dois turnos. Na Taça Guanabara, contra o Vasco e nos pênaltis. Na Taça Rio, contra o campeão Botafogo, num jogo duríssimo, em que o tricolor mandou no primeiro tempo.
Isso sem falar que o principal nome do elenco, Fred, não teve um bom início de temporada, andou machucado e, lógico, fez falta ao time.
Esse açodamento em contratar Muricy Ramalho tem a ver com o desejo do Flamengo em também contratá-lo. Muricy é excelente treinador. Mas não é mágico. No São Paulo, com a melhor estrutura, o melhor elenco e os principais títulos do Brasil, era questionado. Quanto duraria no Fluminense?
BOTA CAMPEÃO
19/04
Um primeiro tempo praticamente dominado pelo Botafogo.
Fazia tempo que não via um time marcar com tanta disciplina e eficiência e incansavelmente.
O segundo tempo mais equilibrado porque o Botafogo afrouxou um pouquinho após sofrer o gol de empate.
Acho que essa impressão é reforçada pela correria que aprontou Vinícius Pacheco, que entrou muito bem no segundo tempo.
Cabe acrescentar: o árbitro Gutemberg de Paula Fonseca teve atuação exemplar. Acertou na marcação dos pênaltis, mostrou todos os cartões que deveria e até no momento mais crítico, quando Herrera teve um ataque de histeria e a coisa poderia descambar, Gutemberg manteve a serenidade e o equilíbrio esperados.
O único senão foi não ter mandado repetir o pênalti à favor do Flamengo. Jeferson se adiantou, antes de defender a cobrança de Adriano. Mas era difícil de marcar. E os goleiros andam com crédito, nesse paraíso das paradinhas em que se transformou o futebol.
Jeferson, aliás, o herói do jogo. Além deste lance, fez pelos menos mais cinco defesas difíceis, garantindo a vitória.
O herói do campeonato? Claro, Joel Santana. Diria mesmo o craque do campeonato.
Tirou o time do buraco, após uma vexatória goleada diante do Vasco. E conduziu um elenco limitado e desacreditado às conquistas dos dois turnos do Carioca. Transformou o que era para muitos, inclusive pra mim, a quarta força do estadual em campeão, com toda a justiça. Se não tem os astros dos outros três grandes, o Botafogo foi, sim, o melhor time coletivamente.

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