A VITÓRIA SOBRE OS COREANOS
15/06
A vitória do Brasil foi justa, se pensarmos no segundo tempo.
O primeiro foi de doer. Sem dúvida, uma das piores atuações, se não a pior, da Era Dunga. Parecia um time de totó, de pebolim. O time em linha, todo mundo parado, a bola batia e voltava, uma equipe sem criação, sem inspiração, inclusive correndo pouco.
Aconteceu tão pouco no primeiro tempo que houve apenas sete faltas e o árbitro nem deu acréscimos.
É o que dá ter um meio-campo com Gilberto Silva, Felipe Melo e Elano – este último, Elano, até com boa atuação.
Mas com jogadores desse naipe, a seleção depende muito do Kaká. E Kaká nao está bem. E mesmo que estivesse, Kaká não é Pelé, é apenas Kaká. É diferente do time de noventa e quatro, que tinha Romário e Bebeto para decidir.
O segundo tempo foi diferente. Mais movimentação, mais velocidade, mais troca de bola. Funcionou. É assim que se faz para furar um bloqueio defensivo como este armado pelos coreanos.
Maicon e Robinho foram os melhores em campo. Seguidos de Elano.
Repito, a vitória foi merecida, pelo que a seleção jogou na etapa final.
O gol sofrido preocupa. Sim, é um alerta. Mas vejo algo pior nisso. Esse gol pode ser a justificativa para Dunga manter o meio-campo congestionado por volantes. Ele sempre vai poder dizer: “botei Ramires e Daniel Alves em campo, como muitos estão pedindo; mas time ficou mais frágil com essa formação e tomamos um gol da Coreia do Norte.”.
Vamos ver.
A primeira já foi. Faltam seis.
E deverá ser assim. Esse é o jeito Dunga de ganhar. Nenhuma surpresa.