Sexta-Feira, 10 de Setembro de 2010
CRIANÇA SEQUESTRA CRIANÇA?
11.06.2010

banner_685_38
  

Uma criança de três anos aparece andando sozinha dentro de uma loja de departamentos. Tudo está sendo gravado pelo circuito de segurança. Aparentemente perdida, ela é amparada por uma outra criança, uma menina de 10 anos. As cenas que seguem são da menina maior levando a menor pela mão para o lado de fora da loja. À partir daí as meninas seguem por 20 km para São Gonçalo, município ao lado de onde tudo aconteceu, em Niterói.

Para o Conselho Tutelar de Niterói foi uma surpresa. O primeiro caso de um “suposto” sequestro de uma criança cometido por uma outra criança! E quando uso a palavra “suposto” não é à toa não. Pouco pode ser comprovado sobre as intenções da menor que leva a pequena menina de dentro da loja. Foi um sequestro? Foi uma brincadeira de criança?

anjo_450
Imagem ilustrativa: BBC - Londres

Para se ter uma ideia da complexidade do caso até o delegado teve problemas para investigar. Pela lei, ele simplesmente não pode tomar depoimento de uma criança de dez anos de idade. A tarefa acaba ficando para o conselho tutelar com a ajuda de um advogado. Para uma testemunha que viu as crianças num ônibus e denunciou o caso, a “garota-sequestradora” disse apenas que encontrou a outra garota “perdida” na loja.

Além do que foi questionado no "RJ Record", acho que vale à pena fazermos uma outra análise - essa que não foi ao ar – que tem tudo a ver com o assunto que tem dominado as discussões aqui no blog: a violência contra crianças. Qual seria a realidade desta menina de 10 anos, dentro da casa dela, para que uma atitude impensada como essa fosse cometida?

violencia2_jpgqwfvck_384

Imagem ilustrativa: internet

O mais surpreendente para mim foi saber que a mãe da menina de 10 anos, ao saber que a mesma estava com outra criança desconhecida, disse apenas que ela levasse a menor de volta ao local onde a pegou! Como assim? Como uma mãe dá uma “sugestão” dessas para a filha que passa, sem querer por “sequestradora”?

A decisão mais sábia foi da testemunha que citei acima e que avisou o que viu à polícia. Assim o caso foi desvendado. Mas o que ainda não está desvendado é o que acontece com essa criança de 10 anos. Porque levar uma outra menina de dentro da loja? Seria isso reflexo de algo que ela já viu sendo feito?

VEJA A REPORTAGEM

CLIQUE AQUI!

NEM TUDO É O QUE PARECE
09.06.2010

banner_685_37
  

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 10/06/20010 às 14h21

Para fomentar ainda mais a discussão, surge um novo caso de violência contra menores para o jornal de hoje. Desta vez trata-se de uma menina, que era torturada pelo padrasto em São Pedro da Aldeia, Região do Lagos aqui do estado do Rio. A polícia encontrou a criança em condições inacreditáveis: amarrada, de joelhos e de frente para uma parede. 

O padrasto - acusado de ser o agressor - foi preso em flagrante e agora nem a mãe vai ficar com a menina. Ela perdeu a guarda para o pai, que chega do nordeste para buscar a criança ainda hoje. As imagens (fotos) são exclusivas da Record, por isso não vou divulga-las aqui antes dos nossos jornais.

ladro_de_carros_320
Ladrão de carros em ação. / Foto: simulação

O CONTRAPONTO?

O contraponto é a notícia que saiu no site do jornal "O Dia". Um menor que, de agredido é o agressor. O adolescente, de 17 anos, era o chefe de uma quadrilha acusada de roubo de carros em São João de Meriti, Baixada Fluminense. Além de roubar, uma das características dele era ser violento com as vítimas. A pergunta no estilo "advogado do diabo":

Será que se a mãe tivesse sido exageradamente enérgica com ele - como a mãe que queimou o filho com colher quente - a situação desse jovem ladrão de carros e líder de quadrilha poderia ser diferente hoje?

  OBS: A pergunta não é apologia à violência contra crianças. É para deixar a "pulga atrás da orelha" mesmo. O que você faria se fosse o pai ou a mãe dele para reverter uma situação dessas sem violência?     

 __________________________________________________

POSTAGEM ORIGINAL

Como é difícil fazermos julgamentos. A história que trago hoje causa espanto e revolta contra uma mãe aqui no Rio de Janeiro. O filho, de 10 anos de idade, foi encaminhado para o hospital com marcas de queimaduras nos braços feitas por uma colher quente. Isso mesmo: a colher era aquecida no fogão e se transformava em um objeto de tortura e castigo. O que leva uma mãe a fazer isso?   

A resposta foi dada por ela mesma: a queimadura foi um castigo cruel... mas um castigo. Para entender como funciona a cabeça dela é preciso entender o passado. O garoto agredido não era filho único. Ele tinha um irmão de 17 anos. Irmão este que, por estar envolvido com crimes e tráfico de drogas,  acabou “apreendido” e foi para a cadeia. Dentro de uma dessas carceragens, foi brutalmente assassinado com 30 estocadas.

queimaduras_315
Caso parecido: criança de 4 anos queimada em Pernambuco.
Os fins justificam os meios? / Foto: "Diário de Pernambuco".

A história continua quando o telefone da mãe toca. É a diretora da escola dizendo que o filho de 10 anos foi flagrado roubando chocolates dentro das Lojas Americanas. Uma cena que se repetiu na semana passada e novamente ontem. A mãe entra em desespero... o menor está justamente com a mesma idade em que o irmão mais velho – o que foi assassinado dentro da cadeia – cometeu o primeiro furto e não parou mais.

O desespero da mãe para que o filho mais novo não se tornasse criminoso ficou claro em suas próprias palavras: “eu fiz isso para ele sentir o que o irmão dele senti na cadeia.” Um ato desesperado de uma mãe que ouviu da boca do filho menor que ele também queria ser bandido.

Tudo para poder matar e vingar a morte do irmão.

RJ e SP: MUITA DIFERENÇA?
07.06.2010

banner_685_36
  

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO EM 08/06/2010 às 15h17

O cúmulo de recalque entre cariocas e paulistas seria eu colocar um comparativo assim:

Só o pessoal de São Paulo se deu ao trabalho de mandar mensagens para reclamar que a postagem original aqui no blog "detona" São Paulo em detrimento do Rio.

rio_800 av_paulista_800
Rio de Janeiro ou São Paulo?
Não tem melhor nem pior: cidades diferentes. Fotos: Internet 

Será mesmo que foi isso que eu li nos comentários? Isso num texto justamente vindo de um cidadão brasiliense como eu,  imparcial nas opiniões entre as duas metrópolis?

Tudo bem que sou apaixonado pelo Rio, nunca escondi. Mas essa de "detonar" São Paulo, sem dúvida nenhuma, não foi a intensão da postagem. Até porque, quantitativamente, fiz três comparações e em apenas um delas São Paulo perdia pelo frio. 

Parabéns aos leitores que perceberam que o objetivo era mostrar um "abismo inusitado" de realidades entre as duas cidades. Abismo esse, no meio de pontos de vista que se alternam entre positivos ora para o Rio, ora para São Paulo.

 Segue a mensagem do "reclamão":

"O recalque de caricoas que faz com que essas comparações sejam sempre feitas. São Paulo é outra história... as coisas funcionam por aqui". - Rony Souto - SP

Viu só? Agora sim vou ser parcial. Posso? Dê uma descidinha na barra de rolamento do seu navegador e veja a reação dos cariocas depois do comentário solitário e julgue você mesmo.

PS: Consideremos que o "reclamão" é uma excessão e não a regra de pensamento entre paulistas e paulistanos, ok?   

Abração!

__________________________

POSTAGEM ORIGINAL:

Vamos fazer uma ponte-aérea de “pílulas” de notícias entre Rio e São Paulo? Tive essa ideia hoje. O que o noticiário das duas cidades tem em contraponto? Veja só:   

RJ - BANDIDO TRAPALHÃO: Minha mãe sempre diz:  “vergonha é roubar e não poder carregar.” Claro que nunca foi um incentivo a roubar nada. Mas roubar e não conseguir levar, seria o atestado de incompetência do bandido! Se fosse de criação da minha mãe, talvez hoje o ditado poderia ser “vergonha é roubar e colocar fogo no que foi roubado”! O que aconteceu? Bandidos trapalhões foram roubar um caixa eletrônico usando um maçarico para “rasgar” as chapas de ferro e aço. Só que na ânsia de agir rápido demais, eles acabaram não queimando apenas o aço e sim o dinheiro! Essa eu vou chamar no jornal desta segunda-feira às gargalhadas por dentro.

SP - BANDIDO EMERGENTE: Quem até teria dinheiro para queimar não vai poder visitar a loja da “Rolex” no shopping Cidade Jardim, na marginal Pinheiros de São Paulo. Hoje ela está fechada depois de um assalto esta manhã. Os bandidos -  ao contrário dos colegas cariocas -  não queriam era queimar “cartucho” à toa na escolha do alvo. Foram direto na loja de relógios mais famosos do mundo! O detalhes é que eles sabiam exatamente o que estavam levando. Relatos de funcionários dão conta que os bandidos tinham conhecimento de quais eram os lançamentos mais caros. “Pecinhas” que chegam a custar até 1 milhão cada.

macarico_882 rolex_500
Maçarico e Rolex: quanta diferença entre bandidos... / Fotos: internet e divulgação - ROLEX

RJ - FRENTE FRIA COM... RESSACA: Quando eu digo no ar que somos privilegiados por morar nua cidade onde “todo mundo quer passar férias” não estou exagerando. Quando a temperatura cai aqui no Rio e a ressaca chega o espetáculo é certo. Mesmo com frio, muita gente aproveitou o domingo para assistir: ondas com mais de dois metros de altura estourando nas pedras do Arpoador e do Mirante do Leblon. Na orla de São Conrado o mar “lambeu” a areia e esburacou o calçadão. Mas ainda assim que viu garantiu: foi bonito. 

SP - FRENTE FRIA COM... FRIO: Em São Paulo a frente fria vem apenas com... frio! Surpreso? A capital teve esta madrugada o registro de temperatura mais baixa do ano. Os termômetros marcaram 8,8 graus Celsius. Teve cidade do interior do estado que chegou a registrar temperatura abaixo de zero! O que o paulistano tem pra ver pela janela é aquele clima cinzento de nuvens baixas. Dá medo de sair da cama...

winter_sp_500  ressaca_575
São Paulo com dia fechado. Rio com "praia fechada" pela ressaca.
Fotos: internet e jornal "O Dia".

RJ - LIMPANDO O BUMBA: Dois meses se passaram depois da tragédia no Morro do Bumba em Niterói. Mais de 60 dias, mas o trabalho parece que não tem fim. Além de tirar muita lama do local onde 47 pessoas morreram soterradas, a prefeitura parece que ainda não consegui "lavar" o honra do município. Mais de 800 pessoas ainda estão morando em áreas do exército porque não tem para onde ir. A reclamação é que a prefeitura só limpa, limpa, limpa a lama, mas o aluguel social continua uma idéia encardida, sofrida para sair do papel. Está no R7 hoje.   

SP - LIMPANDO A PAULISTA: Trinta minutos depois da Parada Gay deixar a paulista, a Avenida parecia outra: uma coluna da Folha hoje mostrava que era um exército de "vassourinhas" literalmente lavando tudo até com carro-pipa! Uma hora depois a Avenida estava liberada ao trânsito. O que não ficou encardida foi a moral do movimento. As camisinhas não foram o lixo mais abundante como em anos anteriores. Nas palavras de um dos organizadores, não é prova de "sexo-não-seguro". É prova de menos pensamento "carnaval fora e época" e de mais militância. 

parada_gay_1_384  camisinha_01_132
Parada gay e camisinha: relação injusta quando o pensamento é só "festa". 
  Fotos: internet