Quinta-Feira, 09 de Setembro de 2010
O TELEPROMPETER TÁ PRONTO?
07.05.2010

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É difícil explicar o que é o “teleprompter” sem ter um à frente para mostrar. Mas o raciocínio é simples. Quem inventou essa “maquineta” queria uma forma de deixar o apresentador à vontade para ler o texto, sem deixar de olhar para a câmera. As primeiras ideias eram colocar o texto em tiras de papel que eram passadas na horizontal, bem embaixo da lente da câmera. Por mais que fosse perto, ainda não era o suficiente: os olhos sempre pareciam estar para baixo, dando uma sensação de “olhar caído”.

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Modelo mais comum: tela com tubo de imagem - televisões antigas. / Foto: internet

O “teleprompter”, como conhecemos hoje, nada mais é que um jogo de espelhos e ângulos que permitem o que parece impossível: ler olhando direto para a câmera todo o tempo. A engenhoca é formada por um vidro que é espelhado de um lado porém translúcido do outro. Essa “folha de vidro” fica com o lado translúcido virado para a câmera. Dessa forma a lente da câmera “vê” o apresentador com se nada existisse entre eles.

Como essa mesma folha de vidro é espelhada no lado oposto, seria o mesmo que o apresentador estar se olhando no espelho de casa! Mecanismo este que muito lembra aquelas salas de identificação de criminosos nos filmes policias: os suspeitos são enfileirados de um lado do vidro - que para eles é um espelho - enquanto a vítima que precisa fazer o reconhecimento fica do outro que é transparente. A vítima vê os suspeitos mas os suspeitos não conseguem ver ninguém, além deles mesmos refletidos.

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Modelo rudimentar de "teleprompter": dá para fazer em casa. / Foto: internet.

Mas então como entra o texto nisso tudo?  É simples! Essa folha de vidro, no caso do “teleprompter”, é posicionado na frente da câmera em um ângulo de 45 graus, ou seja, inclinado para frente. Daí o que é refletido não é mais o rosto do apresentador e sim o que está embaixo deste vidro. Basta colocar o texto alí e pronto: refletiu na tela, o apresentador lê e ao mesmo tempo está olhando para a câmera.

O último detalhe a ser lembrado é que esse texto que fica embaixo pode estar em uma folha de papel, em uma tela de LCD - nos modelos mais modernos - ou de tubo de imagem mesmo - nos modelos mais antigos. A única “exigência” para tudo começar a funcionar é que o texto esteja INVERTIDO nesta tela. Como estamos falando de espelhos, só ai ele aparece de forma correta e “legível” no vidro. Pronto! É assim que tudo funciona... 

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O "TP" de frente e de lado: melhor forma de entender o mecanismo. / Fotos: internet

AGRESSÃO: RITUAL SATÂNICO?
05.05.2010

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 06/05/2010 às 15h51

A pergunta que me faço agora é: se a tal ex-procuradora é inocente, porque não se apresentar logo à polícia? Até agora ela é considerada foragida.

Temos que ter muito tato em casos assim. Caça à bruxas antes do julgamento no banco dos réus não dá. 

Mas independentemente disso, vocês já repararam que é prática comum entre advogados "esconder" seus clientes até que consigam um "habeas-corpus"?

Não estou aqui fazendo "bolsa de apostas" para a tal senhora em questão. Mas será que algum juíz garantirá a liberdade da acusada com um "habeas corpus", mesmo depois dela se "ausentar" (palavrinha mais bonita para fugir?) do Rio de Janeiro enquanto é procurada pela polícia?     

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POSTAGEM ORIGINAL:

Existem notícias que quando a gente acredita que não podem ficar piores... as surpresas acontecem.  Há vários dias o caso da procuradora aposentada, Vera Lúcia Sant´ana, não sai da mídia. Ela teria agredido uma criança de dois anos de idade. A denúncia é que ela teria batido na menor em momentos diferentes, de dias diferentes e de formas diferentes. Tudo comprovado por laudos feitos pelo Instituto Médico Legal.

A pequena menina já estava em processo de adoção. Seria a “filha” da procuradora que sofre a acusação. Como o processo de adoção é lento no país - dura cerca de 2 anos -  a criança já estava na casa da procuradora. De acordo com o processo, até de “cachorrinha” a criança era chamada pela procuradora.

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Procuradora acusada de agredir "filha adotiva". / Foto: R7  

Mas as coisas pioraram: investigando melhor o caso, a polícia garante que descobriu mais. Descobriu que, antes desta adoção formal e legal, a procuradora já tinha tentado uma outra forma de adoção, muito conhecida e apelidada como “adoção à brasileira”. É aquele tipo de adoção que nem passa perto dos olhos da justiça. É a mãe que dá o filho para outra pessoa criar logo que ela nasce. O registro já é feito direto no nome da pessoa que a recebe. É uma adoção que não entra na contabilidade oficial do governo e é considerada absolutamente ILEGAL. Era essa “manobra” que a procuradora já teria tentado. Só que a história veio à tona porque a mãe - biológica, claro - teria desistido de dar o próprio bebê logo que ele nasceu. A revolta da procuradora teria transmutado em  uma série de denúncias falsas contra a tal mãe que está sendo investigadas.

Pensa que acabou? Só que ainda tem mais: pasme! O caso agora ganha requintes de absoluta crueldade quando uma voluntária do conselho tutelar afirma que a procurado tinha objetivos “maiores” quando pensava em adotar a menina em questão: em depoimento a voluntária contou uma história estarrecedora. A procuradora faria parte de uma seita satânica e a menina seria usada como “oferenda” em um ritual.

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Foto: João Laet / Agência "O Dia".

A cada dia que passa me surpreendo mais com nós mesmos, seres humanos. Nesse caso o motivo da surpresa é como alguém tem criatividade de criar tudo isso - se for mesmo mentira -  ou como alguém poderia ser tão cruel de pensar em todo um processo de adoção com esse tipo de intenção no final. Antes eu desconfiaria por achar a história mirabolante demais. Hoje, sinceramente não duvido de mais nada. Depois que vemos histórias de crianças que vão para o hospital com agulhas fincada por todo o corpo, não duvido de mais nada sobre a crueldade da nossa raça humana.

Das duas uma: ou ficamos cruéis demais... ou eu fiquei frio demais.

 

 

PONTO ELETRÔNICO: O QUE É ISSO?
03.05.2010

  
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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 04/05/2010 às 14h14

Legal saber que esses assuntos interessam e são curiosidades que nossos telespectadores tem. Acho que vale para que eu possa até receber sugestões de novos temas curiosos a serem discutidos aqui, à respeito de televisão. 

Resolvi investir nisso por dois motivos: primeiro porque na sexta-feira passada - dia em que normalmente falamos de assuntos mais leves - acabamos continuando no tema "pedofilia". Em segundo lugar porque estava sentindo a falta dos comentários de alunos universitários que antes frequentavam muito o nosso "blog".

Vou aproveitar para anunciar, em primeira mão que, em breve, os blogs da Record Rio devem passar por uma reformulação. Estaremos com um formato mais leve, mais limpo e de mais fácil acesso. Os problemas com os comentários também vão ser coisa do passado! Espere e confira!

Por falar em curiosidades dos bastidores... você sabe como funciona o "teleprompter", onde lemos as notícias sem deixar de olhar para a câmera?

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POSTAGEM ORIGINAL:

Se operador de tráfego aéreo apresentasse jornal, por um dia sequer, talvez descobrisse que assobiar e chupar cana ao mesmo tempo não é uma “exclusividade” da profissão. Ao invés dos fones de ouvido e contato intenso com a torre de comando, no telejornalismo, usamos o ponto eletrônico, ou simplesmente o “ponto”.

Nossa torre de controle também ganha outro nome, e não está tão distante assim: se chama  “switcher” onde o jornal é executando se rodando as matérias, abrindo-se os links para as entradas ao vivo; e fazendo-se os cortes de câmera.  

Como conseguimos fazer tudo ao mesmo tempo? Bom, se o operador de controle aéreo faz, porque não conseguiríamos, não é mesmo? Tudo é uma questão de treino.

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Modelos de "pontos": os mais modernos (nas laterias) e o "orelhinha" (ao centro).

Só que a história vai um pouco além disso. Em algumas circunstâncias, a comunicação, além de ser constante com o editor-chefe do jornal, também acontece entre os apresentadores e o responsável por fazer os cortes de câmera no jornal. Em outras palavras, já são aí duas pessoas para se comunicar. 

Em resumo, muitas vezes quando nós, apresentadores, estamos falando, ao vivo, há alguém também falando conosco pelo ponto, orientando até sobre outros assuntos, como por exemplo, o que pode ser chamado na seqüência.

São raciocínios paralelos, que precisam ser desenvolvidos ao mesmo tempo: o que “você está falando” e o que estão “falando com você” pelo ponto. Assuntos que podem ser absolutamente diferentes!

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Muitos estudantes de jornalismo que buscam especialização em apresentação não sabem disso. Como meu objetivo aqui também falar para este público que ainda não está com a “mão na massa” resolvi investir neste assunto hoje. Mas sem pânico: repito que isso é apenas uma questão de treino. Às vezes dá errado? Bom, ninguém é perfeito. Às vezes os raciocínios se confundem e as “gaguejadas” acontecem (aliás, acontecem nas melhores famílias).

Quem tem "ouvido de tuberculoso", como dizia meu avô (alguém sabe o porquê desse ditado?) pode ficar tranquilo. Ouvir tudo ao mesmo tempo, aqui, é mais que qualidade... é necessidade!

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Imagens Ilustrativas: internet.