PRESSÃO: O ABOMINÁVEL HOMEM DAS NEVES
26.02.2010
Se a afirmação “sou brasileiro e não desisto nunca” é mesmo verdadeira, a atleta brasileira Maya Harrison mostrou que aprendeu essa lição à distância, lá em Vancouver. Adotada ainda na infância, sem praticamente nenhum contato com Brasil, ela mostrou que isso pode estar no sangue. Talvez Maya tenha protagonizado uma das maiores “trapalhadas” esportivas que o esqui já presenciou.
Em sua primeira “descida” na neve, esta semana em Vancouver, ela simplesmente perdeu o rumo da pista. passou por pontos errados na pista e só fez os enormes esquis pararem quando já estava longe, bem longe do circuito obrigatório. Em outras palavras: Maya Harrison recriou o esporte a seu próprio gosto.
Maya Harrison: uma descida que estava "entalada" na garganta. Foto: R7.
O objetivo do texto de hoje - já que hoje é sexta-feira - é pegar um pouco mais leve, e destrinchar o “porquê” deste tipo de erro. Não nos enganemos em pensar que a atleta estava mal preparada ou era pouco experiente. Isso não. Mas uma coisa que tenho ouvido de muitos colegas que estão em Vancouver: o que muda tudo é o quanto a PRESSÃO, assim mesmo, em letras garrafais, afeta os competidores.
Imagine só: milhares de pessoas lhe assistindo; sua performance sendo testada ao vivo e em tempo real? Poderia até dizer que nós, que trabalhamos em televisão, também tempos este tipo de desafio, certo? Mas o mais complicado é que, pelo menos nos estúdios que trabalho, não há neblina, neve molhada, muito menos juízes com tabuletas me dando notas cada vez que chamo uma matéria! Esse é o tipo de pressão que inibe na neve e eu consigo entender Maya Harrison muito bem.
Essa pressão também fez outras vítimas. O atleta do Luge, Nodar Kumaritashvile, também pode ter sido uma vítima da pressão na hora de perseguir seus objetivos: passar com seu trenó por uma pista tão veloz, que até para ele era novidade.

Homenagem ao atleta Nodar Kumaritashvile. Morte precoce aos 21 anos. Foto: R7
Teríamos muitos outros casos para contar e discutir sobre a PRESSÃO x DESEMPENHO. E isso pode ser factível em várias outras modalidades, esportes ou até profissões.
As Olimpíadas vão terminando com um saldo grotesco: talvez sejam os jogos que mais tenham tido surpresas, acidentes, e reviravoltas. Atletas que eram desconhecidos e apareceram. Outros cotados como favoritos que viraram um animal que nem existe na neve: a “zebra”! Nada é perfeito, nada é previsível com tanta pressão junta.
A cobrança é um “balde de água fria” pronto para congelar neurônios.
ENRRASCADA GELADA!
24.02.2010
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25/02/2010 às 15h25
Para quem não conseguiu ver o "mico" no ar, aqui vai o link para o R7. Acho que vou tentar me aperfeiçoar um pouco mais para as Olimpíadas de Inverno da Rússia, em 2014...
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POSTAGEM ORIGINAL
Um Festival de tombos e “deslizes” no gelo. Assim eu poderia resumir a reportagem que eu e minha parceira de apresentação da Record News, Fabiana Panachão, fizemos numa pista de patinação e de hóquei no gelo. A reportagem foi exibida hoje, quinta-feira, no “Boletim Olímpico” das 13h, com um objetivo muito simples: mostrar que não precisa estar em Vancouver para sentir uma “amostra grátis” do que é pisar em pistas - ou ringues - tão gelados!
É impressionante como se faz exercício nessas modalidades! Ufa! Para começar a primeira complicação é colocar as roupas apropriadas para o esporte. No hóquei, as roupas folgadas contrastam com os equipamentos de segurança apertadíssimos no corpo: joelheira, cotuveleira, e uma calça reforçada nas costuras, de preferência um bom e velho jeans. Foi assim que encaramos o desafio.
Maratona antes da patinação: uniformes e acessórios de segurança.
O uniforme da Fabiana foi mais para um estilo canadense, com as cores da bandeira dos anfitriões da olimpíada. O meu ficou no nosso tradicionalíssimo verde-amarelo. Mas não se engane em pensar que ficar vestido igual aos jogadores de verdade nós faz “patinadores”. Não mesmo...
Eu me lembro bem que já tinha tomado alguns “estabacos” no gelo quando tentei patinar pela primeira vez, aos 12 ou 13 anos de idade. Depois tive mais uma experiência - também permeada por “quedas-e-mais-quedas” no Rockefeller Center, Nova Iorque, onde se monta a árvore de Natal mais famosa e tradicional da “Big-Apple”.
Rockfeller Center, NY: patinação aberta para turistas. Foto: divulgação
Em outras férias ainda tive a chance de “ficar de pé no gelo” numa pista Olímpica, sabia? Mal me lembrava disso, mas ao olhar fotos antigas no computador me lembrei de férias em Munique na Alemanha. O Parque Olímpico de lá é mantido conservadíssimo para esportes populares desde 1972, quando a cidade recebeu os jogos.
Mas deixando esses “devaneios” no passado, posso dizer, sem medo de errar: foram experiências que não agregaram muito à minha empreitada desta semana com a Fabiana Panachão. Foi tombo, braço roxo, pernas dormentes e câimbras nessa nossa aventura!
Reportagem na pista de gelo (esquerda); e tentativa de equilíbrio (direita).
Saímos com a roupa molhada de tanto cair no gelo, mas pelo menos também de “alma lavada”. A teoria foi comprovada: com um pouquinho de treino dá certo: é possível experimentar a mesma sensação dos atletas olímpicos; mesmo que no verão paulistano de 33 graus à sombra...
Depois dos tombos... equipe unida para foto.
MICO BEM GELADO
22.02.2010
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23 DE FEVEREIRO às 8H34
Segue um comentário que merece destaque. Mais um dos textos muito bem escritos do Rubens Miranda:
"Agora em Sampa, caro Fábio, é ver pra crer os - programas de índio - que voce vai ter. Em Sampa existe de tudo e acontece de tudo. Aproveite bem o hóquei, mas por favor, não se atrevam a jogar isso e se quebrarem, heim! Ademais, em Sampa, o esporte que deve estar bem na moda ou da hora, mano, dizem por aí, são os esportes aquáticos, porque é chuva e temporal atrás do outros. Sampa tá virando Veneza rapaz, a cada chuva uma enchente. Os bravos paulistas serão ótimos desportistas aquáticos, em qualquer modalidade, além da paciência, claro! Ah, será verdade que o prefeito Kassab se vai embora mesmo? Já vai tarde, porque muito se criticou a Marta Suplicy por não ter feito nada contra as enchentes, o atual prefeito fez menos ainda, e de sobra legando mais e mais água. Já compraste as galochas? Não?! Vais precisar! O hóquei é jogo de gringo, emociona uns e aterroriza outros. Seria bom se fizem isso nas saídas dos estádios, nas brigas de torcidas! Aliás, mais um vexame! Bem, use caneleira!"
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POSTAGEM ORIGINAL
Essa é para aqueles que gostam de ver verdadeiros micos na televisão. Hoje, após os Boletins Olímpicos na nossa programação da "Record News", vamos viver uma experiência singular: porque não experimentar, de perto, a sensação que muitos desses atletas tem em contato com pistas de gelo? Fabiana Panachão e eu temos um compromisso: experimentar uma "partidinha"de Hóquei!
A idéia, "surtada" surgiu depois de entrevistarmos um dos atletas da modalidade, ainda na semana passada, aqui nos estúdios da News em São Paulo. No ar o treinador fez o convite: que nós fóssemos até a pista de patinação onde a quipe brasileira de Hóquei treina, na zona sul de São Paulo. Dissemos "sim" e agora vamos ter que bancar o preço da nossa ousadia.

Hóquei no gelo: pouco difundido, garantia de muitos tombos para quem não conhece. Foto: R7.
O treinador disse que já está tudo pronto: tacos, capacetes, patins. Mas faltou uma coisa ficar "pronta", digamos assim: alguém prover um pingo de equilíbrio para minhas pernas. Os patins, mesmo de rodinha, nunca foram meus amigos desde a infância. O equilíbrio nunca foi o meu maior dom. Portanto, o que me pergunto, é como vou me safar desta.
A matéria está marcada para logo mais, às 4 da tarde no Shopping Iguatemi. A exibição, muito provavelmente, deve acontecer amanhã, no mais tardar na quarta-feira. Se voltarmos inteiros amanhã, a gente conta como é que foi...