Quinta-Feira, 09 de Setembro de 2010
EU VI HOMENZINHOS AZUIS
05.02.2010

banner__rj_record_685_111_685
  

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 06/02/2010 às 14H30

AVATAR EM 3D

Para quem ainda não viu AVATAR vai mais uma sugestão: assistir na opção em 3 dimensões, mais conhecida simplesmente como "3D". Não sei se foi porque só encontrei lugares disponíveis perto da tela, mas achei tremendamente incrível ver em profundidade toda a projeção. Os efeitos especiais - que já são fantásticos - se destacam ainda mais nas salas de cinema que possuem essa tecnologia.

Para quem quiser saber como funciona, como esses óculos com lentes coloridas fazem tanto pelo filme, separei uma reportagem especial do R7 que mostra exatamente como esse tipo de tecnologia é produzida. Vale à pena dar uma conferida. O link abaixo leva direto para a reportagem!

CLIQUE AQUI!

3d_640

 Um ótimo fim de semana!

Divirta-se com responsabilidade! 

Fábio Ramalho

___________________________________  

POSTAGEM ORIGINAL:

Um mundo onde cada habitante “humano” é azul com rajas pelo corpo, medindo mais de dois metros e meio de altura e que consegue se conectar com árvores, plantas e animais através de um chumaço de cabelos, muito bem amarrados com tranças e rabos-de-cavalo. Todos os ingredientes perfeitos para um filme de ficção no estilo Guerra nas Estrela mesclado com Jurassic Park.

Quem já viu consegue matar a charada rápido: é do blockbuster AVATAR que estamos falando. O novo sucesso nas telas – em três dimensões inclusive – assombra positivamente pela qualidade técnica dos efeitos especiais mas não é só isso. Dá para entender perfeitamente porque esse longa-metragem já faturou 9 indicações para o Oscar.

avatar_1__flecha_540
Guerreiros de Avatar: treinados para abençoar até o que é morto para alimentação.
Foto: divulgação 

Só que Avatar é mais que efeitos especiais, que possam deixar o telespectador sem saber o que é real e o que foi criado as custas dos computadores mais possantes de Hollywood. O filme tem uma mensagem impressionante: o que estamos fazendo com o nosso planeta. 

Esse é o primeiro filme de conquista, guerra e luta onde nós, humanos, é que somos os “bandidos” e os extraterrestres “mocinhos”. Isso já é razão o suficiente para chocar logo nos primeiros minutos de projeção. Nós é que estamos dizimando uma população azulada, destruindo seu planeta em busca de um metal tão preciso que chega a valer mas que qualquer outro existente na crosta do nosso planeta. Por falar em "nosso planeta vale lembrar: no ano de 2154 não temos mais nada de verde... nenhuma vegetação. Nós, humanos, viramos seres interesseiros e cruéis que, como sanguessugas, precisamos da riqueza de um outro planeta e não medimos esforços para isso. Qualquer semelhança com o que fazemos com nossas florestas, nossos índios e nossas reservas ecológicas em busca do lucro desenfreado não é mera coincidência...

avatar__avatar_500
O outro lado da moeda: humano e seu "Avatar" ao fundo. A possibilidade de estar em outro corpo para saber o que sente quem está prestes a ser aniquilado.
Foto: divulgação. 

Até aí o filme já seria bem sucedido se não fosse por um molho final: Avatar trata da fé de um povo azulado; a crença em um ser superior que os une e os conecta entre sim em orações e cultos religiosos, onde a vida é o bem maior e até mesmo os animais mortos para subsistência são “abençoados” para que seus espíritos voltem a essa força superior e seus corpos virem alimento, “se juntando ao grupo”. Esse talvez seja o ponto mais forte do filme. A tentativa do homem - que já não tem mais nada - de destruir tudo isso para ter um “mero” metal precioso.

Em uma cena do filme, um destes humanos com a missão de destruir esse planeta diz: “eles não vão abrir mão da fé que eles têm e do modo de vida sadio que desenvolveram. Vamos oferecer o que do nosso capitalismo? Um jeans em troca de suas vidas?”

É um filme para se divertir. É um filme para pensar.

avatar_3_guerreiro_arma_648 floresta_375
A ficção e a realidade: a destruição de um povo nas telas e a destruição do "nosso povo" na vida real da amazônia.
Fotos: divulgação do filme / Site: "Mundo Desbravador".

Como nas sextas-feiras sempre gosto de pegar mais leve aqui no blog, resolvi colocar uma dica para o cineminha do fim de semana. O meu lado “Rubens Evald Filho” fala menos do que o meu lado humano, por isso foi a sensibilidade da história que me cativou. Faz pensar o que fazemos com nossa natureza, nossos animais e o pior: o que fazemos com nossas crianças, com nossos sucessores no posto de habitantes do planeta e o que fazemos com nós mesmos... 

avatar_2__capa_142
A CULPA É DO CÔCO OU DO.......
03.02.2010

banner__rj_record_685_111
  

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 04/02/2010 às 14h04

Um comentário sobre esta postagem me fez lembrar um aspécto interessante: será que os turistas também não sujam as praias? Quem vem de fora não ligaria em sujar já que não mora aqui, certo? ERRADO! Existe uma máxima em cidades muito exploradas turisticamente na Europa que diz mais ou menos o seguinte: "turista que encontra cidade limpa fica até com vergonha de sujar!"

Já parou para observar como é verdade? Uma vez eu estava no metrô em Nova Iorque com minha e irmã e meu cunhado. Ele, marinheiríssimo de primeira viagem, abriu um chichete e sem ter onde jogar o papel, atirou a pequeniníssima embalagem no chão. Foi o que bastou para que vários olhares fuzilassem o coitado que nem precebeu a gravidade do ato impensado. A gente fez a nossa parte: minha irmã levantou e catou o papelzinho.

metro_2234
New York: uma das maiores cidades do mundo também tem um dos metrôs mais limpos do mundo. Foto: Wikipédia

Em outra viagem, acho que em Bruxelas, acabei de lanchar em um shopping e esqueci de recolher a bandeja do "fast-food" até uma gôndola de recebimento das mesmas. Na mesma hora a responsável pela limpeza da praça de alimentação me disse: "você não está esquecendo de alguma coisa?" Me caiu a ficha de que era da bandeja que ela estava falando. Para não ficar feio respondi: "Não! na verdade estou ajudando a manter o seu emprego já que, se todos sempre lembrarem de fazer isso, o que haveria para se recolher nas mesas do shopping?"

Apesar de dizer isso sorrindo, na hora até achei que foi um pouco grosseira a resposta, embora sem maldade ou intenção.

Ela parou por alguns segundos pensativa e, sorridente, apenas disse: "você pode ter razão..." Calmamente e com um sorriso maior, ela recolheu a minha bandeja. Não precisa nem dizer que isso nunca mais se repetiu, nem no Brasil...

_________________

POSTAGEM ORIGINAL:

Você tomaria banho no seu vaso sanitário? Não tenho a menor dúvida que a resposta da maioria esmagadora é “claro que não”, certo? Mas a comparação não é nenhuma afronta, nenhuma provocação. É uma forma menos “grosseira”, digamos assim, de mostrar o que estamos fazendo com nossas praias, incluindo também as areais delas.

Um dos destaques do “RJ Record” desta terça-feira foi justamente esse: a qualidade das areias cariocas. O resultado é surpreendente: parece que quanto mais refinada e em área mais nobre é a praia, mais suja ela é! O estudo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente fez um “ranking” das praias com areias mais “emporcalhadas” do Rio de Janeiro. Para a tristeza dos mais bairristas de plantão, Ipanema ficou em primeiríssimo lugar. A Barra da Tijuca mais poderia ser chamada de “Descarga da Tijuca”. Esse foi outro ponto da cidade, principalmente na frente da Praia do Pepê - e eu que gostava de ir lá só para tomar o açaí da barraca – onde mais coliformes fecais foram encontrados.

ipanema_640
Praia de Ipanema, zona sul:
 cartão postal mais "sujo" do Rio de Janeiro. Foto: Embratur

O estudo faz uma comparação complicada: diz que a areia de Ipanema é mais suja até que a areia da praia de Ramos, banhada pelas águas da Baía de Guanabara. Aí sou obrigado a fazer uma objeção: a afirmação remete a um raciocínio falacioso. Quando se compara praias assim fica parecendo que em Ramos as pessoas sujam menos. Na verdade não é bem assim...

Basta dar uma passadinha do Piscinão de Ramos para se comprovar a sujeira. Sujão não tem classe social, não escolhe bairro. Tem em todo lugar. A questão é que a areia analisada é a que fica do outro lado do calçadão, dando mesmo para a Baía de Guanabara, onde pouca gente fica. O estudo não analisou em momento nenhum a areia às margens do próprio Piscinão.

piscino_800
Piscinão de Ramos, zona norte:
só a faixa de areia que é banhada pela Baía de Guanabara escapa. Foto: RioTur

Independentemente de onde vem essa areia o fato é que estamos exagerando. Bem ameaçou o prefeito Eduardo Paes quando disse que iria ficar um fim de semana sem limpar alguma praia da cidade, de surpresa, só para mostrar na segunda-feira o resultado. Não sei não, viu prefeito? Pode ser que na segunda nem vejamos a areia mais... 

DEPRESSÃO PÓS-PARTO: VOCÊ CONHECE?
01.02.2010

banner__rj_record_685_110
  

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 02/02/2010 às 13H25

Já que o assunto é violência contra crianças, hoje tem mais um caso desses que revoltam: o repórter Hernani Alvez, aqui da Record, acompanhou com exclusividade a prisão de um homem que é acusado de violentar a própria filha. O caso se repetia há muito tempo até que, por fim, a história veio à tona após uma denúncia. Vai estar no RJ RECORD de hoje.

Aproveitando o tema, gostaria de saber se há alguém que participa aqui do blog que faça parte de alguma ONG que trate de combate à violência contra menores. Poderíamos colocar um link aqui no blog, um banner ou algo do tipo. O que acham?

Outra sugestão é a leitura também do campo de "comentários" aqui do blog. Muitas vezes um leitor comenta o que disse o outro, e por aí vai. Isso gera uma discussão extremamente sadia! As vezes fico impressionado com o nível dos nossos debates. Como tem gente participando, viu? Na medida do possível, como mediador, tento fazer isso também, discutindo, respondendo. Sugestão data... obrigado a todos!

____________________

POSTAGEM ORIGINAL:

É mais um caso que se repete. O “RJ Record” tocou em um assunto polêmico e que causa repulsa em 10 de cada 10 pessoas, que assistem a esse tipo de reportagem. Foi o caso de uma mãe, em Campos - norte do estado -  que agrediu a própria filha, de apenas dois anos de idade.

A criança chegou ao hospital levada por uma vizinha, com escoriações nos bracinhos, hematomas na cabeça e inclusive um olho marcado, muito provavelmente, por um soco. A cena que parecia um filme de terror tinha um motivo: De acordo com a mãe, a criança apanhou, acredite se quiser, porque estava “chorando demais”!

bene_agredido_1_229 bebe_agredido_2_118
Imagens de arquivo: bebês que chegam com marcas que não são de "acidentes domésticos".

No começo do ano, um outro caso, muito parecido, ocupou nossas manchetes: lembra de uma mãe de primeira viagem que jogou o filho recém-nascido pelo duto de lixo do edifício onde mora na zona norte do Rio de Janeiro? A criança sobreviveu graças a quantidade de lixo que havia no latão, amortecendo a queda.

São tantos casos assim que deixam uma pergunta no ar: O que se passa na cabeça dessas mães?

Pouca gente conhece, mas um distúrbio - muito mais frequente do que imaginamos -  pode levar muitas mães a atos impensados como estes. O problema, considerado inclusive psiquiátrico, tem o nome de “depressão pós-parto”. Ele tem as mesmas características de uma depressão normal, ou seja, a mãe sente uma tristeza muito grande com perda de auto estima, perda de motivação para a vida, podendo até mesmo tentar o suicídio e, em casos mais graves, algumas mulheres apresentam tendência ao abandono do recém nascido ou mesmo ao seu “extermínio”. Sim, apesar de chocante essa é a palavra que é usada: tentativa de “extermínio” do próprio filho. Essa depressão é prolongada e normalmente necessita de medicamentos e acompanhamento psiquiátrico para ser controlada.

mo_criana_160

Mas a pergunta que todo jornalista e delegado se faz quando se depara com uma situação como esta é: será esse um caso de depressão ou é maldade mesmo de uma mãe? A resposta é muito subjetiva e depende de uma avaliação médica profunda. Por isso evito fazer condenações. Essa tem sido minha postura no “RJ Record”, por mais que alguns casos sejam descaradamente de descuido com os próprios filhos.

Na sexta-feira passada o caso foi de um pai que agrediu o bebê, também se dizendo irritado com o choro. Detalhe: homem não tem depressão pós-parto, ok?

O resumo desses casos todos me levam a uma reflexão: como comunidodores precisamos ter muito cuidado com nossas avaliações e julgamentos. Mas uma coisa é certa: com problemas psicológicos ou não, agredir ou matar uma criança é crime. Não prego linchamento moral a essas mulheres, mas o assunto precisa ser discutido. Será que essa não seria uma hora também para se voltar a discutir a questão do aborto no Brasil?