Sexta-Feira, 10 de Setembro de 2010
NOVO CENÁRIO... É SÓ UMA SUGESTÃO!
29.01.2010

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Como hoje é sexta-feira, você já sabe, é dia de um assunto mais leve, mais tranquilo. Puxa, imagine só: se todos os dias só falarmos das coisas ruins da nossa cidade, teremos muito assunto, mas apenas tópicos pesados, não é verdade? 

Por isso, vou destacar aqui uma contribuição recebida do telespectador Vitor Otacílio, que mora em Petrópolis, a cerca de uma hora de carro do Rio de Janeiro. Apesar da pouca idade, trata-se de um telespectador crítico, sagaz e preciso em seus comentários. Um leitor do blog que, tenho certeza, se tornará um excelente jornalista em breve!

E para quem pensa que ter 16 anos não dá "cacife" para se entender de televisão, ele já está com um blog sobre o assunto na web e posso dizer sem medo: recomendo! É o "+ TV".

Não satisfeito em comentar um assunto tão difícil, como televisão, o que me chamou a atenção foi a criatividade também gráfica dele. O Victor me enviou um protótipo do que seria um "novo cenário" para o "RJ Record". Um explendido projeto gráfico que, admito: fiquei impressionado em saber que foi feito com inspiração em cenários de programas norte-americanos.

Vou frisar aqui que não há nenhuma previsão de mudança de cenário, do nosso jornal, não foi encomendado nenhum projeto ou estudo. Mas nada como termos boas ideias na manga se for preciso, certo? Segue o projeto abaixo. Para quem quiser visitar o blog do Vitor, basta clicar em cima da imagem ou no link, na régua ao lado esquerda aqui do blog!

Bom fim de semana a todos!

Divista-se com responsabilidade!

Fábio Ramalho  

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O TRIBUNAL DO TRÁFICO BATE O MARTELO...
27.01.2010
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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/01/2010 às 13h01

Pesquisando mais sobre o assunto e somando a isso a contribuição que recebi de diversos leitores, encontrei um site muito interessante na Web. Não sei nem de quem é, mas achei curiosa a iniciativa de "colecionar" vários artigos que tratam justamente de casos onde o tráfico de drogas não deu perdão a seus integrantes ou rivais.

Há relatos de julgamentos sumários, com direito a platéia de moradores e vários outros requintes de crueldade. Há ainda o relato de pessoas que foram salvas, justamente no momento em que estavam prontas para serem executadas, graças a intervenção de pastores, padres, religiosos que subiram o morro para salvar alguém.

A coletânea de relatos, acredito eu, foi conseguida pesquisando-se em vários jornais, entre eles "O Globo" e o jornal "O Dia".  Acho que, para quem comentou e se interessou pelo assunto, vale uma leitura interessante. Não é sadismo. É informação para se conhecer o que acontece nos morros, as vezes bem ao lado, ou embaixo dos olhos das nossas autoridades. É um poder paralelo, com trubunal paralelo.    

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CLIQUE AQUI!

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POSTAGEM ORIGINAL:

É um tribunal onde não há fila de processos. As decisões são tomadas de forma rápida, ágil. O juiz é soberano e não cabe apelação. O problema é que o juizado que me refiro é clandestino, irregular: é o tribunal do tráfico.

Foi esse “tribunal paralelo” que julgou e executou um adolescente de 17 anos na comunidade do Jacarezinho, na zona norte carioca. O adolescente, durante um briga tão estúpida como a reação depois dela, deu um tiro no padrasto. O motivo da discussão: um ventilador, no calorão de  quase quarenta graus que faz na cidade. O clima acabou ficando quente foi para o adolescente... e depois do crime.

As informações são desencontradas, até porque quando o “tribunal do tráfico” executa alguém, não deixa vestígios. Toda a ação teria ocorrido depois que o rapaz matou. Assustado, ele correu para fora de casa e procurou abrigo entre parceiros do próprio tráfico. Na ânsia da juventude e da inexperiência de muitos outros jovens que entram para o tráfico de drogas, ele esqueceu o básico: esse tipo de coisa, dentro da comunidade, o tráfico não perdoa.

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Cidade de Deus: imagem do filme que mostra como crianças são instruídas a matar desertores ou inimigos desde cedo. Foto: divulgação 

O adolescente experimentou o que, muito provavelmente, deve ter visto em funcionamento várias vezes: o tal do “micro-ondas”. Ainda viva, a pessoa punida é amarrada a um tronco fincado no chão. Ao redor dela são encaixados pneus, da cabeça até os pés, como que em um jogo de argolas. Quando a cabeça é coberta pela altura dos pneus - muitas vezes até deixada de fora para que o sofrimento possa ser presenciado por outros e acabe servindo de exemplo - gasolina é jogada e o resto não precisa explicar. O sofrimento e a agonia ali dentro são algo indescritível, na avaliação de quem já viu.

Quase que usando o mesmo raciocínio do crime organizado, acredito que explicar aqui, tim-tim por tim-tim o que acontece e como funciona esse micro-ondas, possa funcionar como uma espécie da alerta para esses jovens que entram para o tráfico cada vez mais cedo. Que traficante morre  jovem, isso a gente nem precisa mais dizer. Mas como é esse final... talvez isso faça muita gente mudar de ideia à tempo.

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ARQUIVO: Junho/2009 (esquerda). Vila Kenndey, zona oeste do Rio. Jovem é amarrado em torre de alta tensão enquanto aguarda execussão do Comando Vermelho. Novembro/2008 (Direita). Complexo do Alemão, zona norte. Garoto de 15 anos é condenado a ter as mãos decepadas por roubar dentro de comunidade. Ambos escaparam da "sentença" em ações da polícia.

A lei do tráfico é impiedosa. A impunidade faz qualquer jovem pensar que pode tudo, inclusive matar o padrasto. Mas é a própria impunidade do asfalto que faz com que o julgamento dele mesmo também seja rápido, sem precisar ser preso pela polícia para isso.

Essa é a autoridade paralela que existe no Rio. Essa é a justiça que, antes mesmo da justiça do asfalto, já instituiu a punição com agressão, mutilação e até mesmo a pena capital.

NEM QUE CHOVA CANIVETE...
25.01.2010

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO - 26/01/2010 às 13h50

O resultado do que se passa "lá em cima" é muito mais devastador para quem está "aqui em baixo". Por ironia do destino, depois de toda a maratona que enfrentei, ontem o "RJ Record" foi mais uma vez permeado por informações de mais chuvas. Aliás, acho que há um certo acordo informal com São Pedro: poucos minutos antes de entrarmos no ar a chuva começa. Já observou isso?

Na sexta-feira mostramos ao vivo o Rio Maracanã transbordando e alagamentos na Praça da Bandeira. Ontem, segunda-feira, não foi difícil saber para onde correr com nossos carros de link (entrada ao vivo) na hora que o céu ficou fechado.

No jornal de hoje vamos mostrar o que aconteceu em Nilópolis por causa desta mesma chuva.

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Arquivo de um problema que se repete em Nilópolis. 

Só espero que não venha mais água por aí. Sem dúvida nenhuma a audiência sobe. Isso seria bom para a emissora e para mim. Mas posso garantir, com toda certeza, que mais vale um jornal com menos estragos para mostrar do que com mais "pontos" para comemorar.

Minha tentativa: conciliar as duas coisas! Por isso te convido, com ou sem água: o "RJ Record" começa às 19h20.  

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POSTAGEM ORIGINAL

 O transtorno que as chuvas vem causando em São Paulo e no Rio de Janeiro também causam um enorme engarrafamento onde não há risco de alagamentos: no céu. Voar virou um caos.

Minha aventura nas "asas da chuva" começou na sexta-feira. Com plantão marcado em São Paulo na "Record News" tive que me apressar. Foi só acabar o "RJ Record" para que eu "voasse" para o aeroporto Santos Dumont. O tráfego no pequeno trecho da Avenida Brasil que pego sempre, já dava uma dica dos problemas a serem enfrentados. No aeroporto, situação pior: o avião que decolaria às 18h, ainda não tinha nem saído. E olha que já eram 21h15! O jeito foi esperar, esperar e esperar.

Logo chega a notícia de que o aeroporto seria fechado e todos teriam que embarcar no Galeão. Resumindo, o avião acabou decolando à meia-noite e a chegada em São Paulo bateu a marca recorde para mim, de aterrizagem a uma hora da manhã. Um último detalhe: eu consegui voar mas a mala não! Toda a bagagem, do voo inteiro, tinha ficado no Rio de Janeiro...

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Aeroporto Santos Dumont: chuva causou atrasos. Foto: "R7" 

Esse é um relato confortável, de quem esperou sentadinho e com cafezinho ao lado. Agora imagine só o grau de agonia das pessoas que esperam que a chuva passe para poder voltar para casa? E a situação daqueles que não perdem voos, mas sim suas casas, hein?

Vou poupar quem lê o blog de encontrar tudo aquilo que eu falo sempre quando chove: culpa da população - com bueiros que são paulatinamente entupidos - e culpe das autoridades que tem os ouvidos "entupidos" e não percebem que os problemas são repetidos.

Não sei se a culpa é da chuva repetitiva ou dos políticos repetidos que elegemos. São que nem aquelas velhas figurinhas que colecionava quando criança. Eram todas velhas, repetidas e eu nunca conseguia trocar porque ninguém queria.

É sempre tudo igual mesmo que chova canivete...