Quinta-Feira, 09 de Setembro de 2010
Fábio Ramalho é âncora do "RJ Record" no Rio de Janeiro e apresenta o bloco de notícias "direto da redação" do programa "HOJE EM DIA", direto da capital fluminense....

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O QUE MUDA NO JORNALISMO COM O REVEILLON?
28.12.2009

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 29/12/2009 às 14h51

É um alerta que sempre fazemos quando chove. Desta vez, deixar crianças brincando na água de ruas alagadas terminou mal. Um menino de nove anos foi vítima de duas horas e meia de chuvas que caíram no final da tarde de ontem. Aliás, o RJ Record" desta segunda-feira foi 80% sobre isso.

Me lembro de ter dito pelo menos umas três vezes durante o jornal: "senhores pais, cuidado com os seus filhos. Não deixem as crianças nadando nas ruas alagadas." E, realmente, quase parecendo adivinhar o que iria acontecer, eu repito: rua alagada não é piscina.

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Parente chora próximo ao corpo de criança morta por causa da chuva.
Foto: Alexandre Brum / Agência  "O Dia".

Mudando de assunto, o tema agora é fim de ano. Entramos mais uma vez em esquema de escala de fim de ano em nosso jornalismo carioca. Por isso, à partir de amanhã, deixo o comando do "RJ Record" nas mãos de colegas de emissora, como o Willian Travassos ou o Jayme Riberio que, com maestria, seguem nosso trabalho. O descanso é curto: na próxima segunda-feira todo o grupo que, trabalhou no Natal e agora folga no Reveillon, estará de volta.

Nao poderia deixar de me despedir aqui, dos meus amigos e telespectadores e desejar um 2010 de muito sucesso e de muita audiência! Conto com a ajuda de todos, hein? Que o ano que se inicia seja abençoado!  

Feliz ano novo! Divirta-se com responsabilidade!

Fábio Ramalho

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POSTAGEM ORIGINAL

Ainda não é ano novo, mas é hora de pensar em mudanças no “RJ Record”. Mas calma! Não estou falando de nenhuma mudança editorial, de formato ou mesmo de horário. A mudança é bem mais sutil do que se imagina e é um cuidado pessoal, digamos assim.

À partir desta semana estamos com a cidade repleta de turistas. Pessoas que chegam de fora para o Reveillon mais famosos do país e lotam nossos hotéis. São pessoas que não conhecem nossa cidade como nós, e por isso, na maioria das vezes, tem dificuldade de se localizar, saber exatamente onde as coisas acontecem.

Me lembro bem que, em uma destas festas na praia de Copacabana, ouvi uma crítica aos jornais locais do Rio que me marcou muito: uma pessoa, de outra cidade, dizia que não conseguia entender a geografia carioca. Um nome solto de comunidade, no meio da notícia, pode não ser um referencial tão preciso para um turista, como é para nós, que já falamos em Rocinha, por exemplo, sem precisar dizer que estamos falando de São Conrado.

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Copacana dos fogos do Reveillon e de fogo em coletivo durante a ocupação do complexo Pavão-Pavãozinho (Copacabana / Ipanema) no início do mês. Fotos: site melhoresdestinos.com.br e jornal "O Dia".

Nos jornais que seguem estes dias acho que faz toda diferença esmiuçar mais. Lembrar que quem é telespectador nem sempre é carioca. É preciso ter mais cuidado nas localizações dos bairros, explicar de que região estamos falando. Aliás, isso é mais que zelo. Isso é prestação de serviço. Ninguém gosta de saber que alguma área está tensa, com ocupações da polícia, por exemplo, sem ter a facilidade de compreender se essa área está longe ou perto de onde se está hospedado. É esse público que tento ganhar agora.

O raciocínio é simples: quem vê aqui no Rio o “RJ Record” e gosta, é um grande candidato a continuar acompanhando nosso jornalismo local, mesmo em outras cidades do  país. O inverso também vale. Quem é acostumado a ver jornais locais da Record em outros estados, também precisa sentir-se “bem-vindo” no local onde está.

É pouco, mas televisão é isso: são detalhes. Um veículo de comunicação feito de “grandes miudezas”.